domingo, 26 de junho de 2011

Sociedade no século XVI .


INGLATERA SÉCULO XVI.


.Por se tratar de uma fase de transição, o século XVI tem as complexidades do sistema feudal e os valores a ele referentes, como a religiosidade muito forte, os votos de lealdade e os títulos de nobreza ainda contando muito. Contudo a burguesia já tinha encontrado seu lugar ao sol em muitas partes da europa, e se tornara engrenagem fundamental na dinâmica social (apesar dos ódios a ela dirigidos por boa parte da nobreza e do clero). 
Temos o avançado desenvolvimento das artes, sendo o renascimento financiado justamente por esses burgueses, que começam a ocupar o papel central dos quadros que encomendam, surpreendendo por tirar de cena os épicos de batalhas e as figuras religiosas, mesmo que em raros momentos. 
Com as grandes navegações, toda uma miscelânea de sabores e culturas abre-se para o mundo, e os aventureiros são exaltados. Todos podem lançar sua própria sorte e olhar um mundo muito maior do que era a limitada visão de até então, na qual para a maioria dos servos dos campos o mundo acabava apenas alguns metros além dos limites das propriedades de seus senhores. Grandes investimentos e verdadeiras loucuras por ambição, povos inteiros massacrados, e muito ouro para quem "souber" aproveitar. Portugal e Espanha aproveitam muito bem essa fase, e lançam-se sem temores ao mar. 
No Velho Mundo, superada a peste bubônica e com uma melhora significativa nas colheitas, há um desenvolvimento populacional muito grande, deixando as cidades novamente movimentadas e cheias de pessoas desempregadas (porque querem tentar uma vida melhor longe dos campos e migram para as cidades em busca de oportunidades). Isso desencadeia um ambiente de ares não tão saudáveis (temos que esquecer qualquer noção básica de higiene ou de medicina básica, elas simplesmente não existiam aqui) e de criminalidade alta. Uma das soluções para tanto era condenar pequenos crimes (pequenos mesmo, como roubar uma batata por estar com fome) com trabalhos forçados nas galés ou ao exílio em terras "desabitadas" para colonização. Sim, o governo português fazia muito isso. Quanto à igreja, lançou a tarefa/oportunidade de catequisação do mundo que estava sendo conhecido aos jesuítas, especializados em falar várias línguas, aprendendo e ensinando rapidamente. Eles varreram o mundo todo ensinando o cristianismo, chegando até mesmo aos Japão, que lhes fechou os portos, e estabelecendo-se na China, finalmente. Além dessa contribuição da Igreja, continuava a Inquisição na Europa e onde estivesse qualquer europeu, fomentada mais do que nunca pela ameaça do protestantismo recém-nascido. Aliás, muitos dos burgueses apoiavam os protestantes, especialmente os calvinistas, dadas suas propostas não condenarem o sucesso financeiro, na verdade elogiando-o como um sinal da bênção divina (teoria conhecida como predestinação divina)

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